terça-feira, 25 de agosto de 2009

Lost in Translation?

Caras amigas e amigos,

A experiência de escrever as aventuras das férias cativou-me, como muitos de vocês sabem, no ano passado durante a road trip que eu e o Mê João fizémos nos States. Foi maravilhoso partilhar, em Agosto de 2008, todas as aventuras que tivemos e poder saber as vossas opiniões, algumas invejosas, mas sempre escritas com muito carinho.

Pois bem, trata-se agora de uma viagem bem diferente, não estamos em nenhum dos países ocidentais nos quais tão confortavelmente nos movemos, falamos, comemos, pedimos indicações e apreciamos. Estamos no oriente e apesar de ser um oriente muito “civilizado” estamos definitivamente num mundo diferente àquele ao qual estamos habituados.
O João explicava-nos há pouco, a mim e aos outros dois aventureiros (a minha querida irmã e o meu estimado cunhado – a Vanessa e o Fábio) que por ter já estado por várias vezes em terras orinetais tinha reparado que eles – os locais - já seja na China ou no Nepal , não têm o mesmo tipo de racioncínio que nós e parece que não compreendem logo à primeira aquilo que lhes estamos a pedir. O facto atrás mencionado não faz deles menos inteligentes, são simplesmente diferentes.

Decidimos este ano vir para Bali, de caminho estamos em Kuala Lumpur, na Malásia, e este saltinho ao mundo oriental foi apenas mais uma oportunidade que surgiu, assim como todas as viagens que tenho feito ao longo dos últimos oito anos com o João, não têm sido mais do que oportunidades agarradas com unhas e dentes e excutadas com a maior das naturalidades e alegrias. Já que vamos a Londres, dissemos, ao casamento dos nossos queridos amigos Anna e João (que foi por sinal o maior sucesso) aproveitamos que a prima Malica está em Timor e lá vamos nós para aqueles lados passear durante 15 dias. Ainda pensámos juntar-nos à viagem da Ana Clara, Ricky, Edu e Marta, que foram explorar a Escócia mas pensando melhor…. E a praia? OK vamos para Bali, o voo faz escala em Kuala Lumpur, ficamos lá uns dias, e depois vamos para a meca do surf onde espero que o João não saia de maca…

A viagem começa em Newboury, no domingo, acordámos com alguma dificuldade já que o casamento do Jony fez com que só nos deitássemos às 2:30. Pequeno-almoço, malas, lavar os dentes e lá vamos nós num daqueles carros que têm o volante à direita e por isso se conduzem ao contrário. Tudo bem até depois de pormos gasolina, assim que saimos da bomba uma fila enorme, nas três fachas sem vim à vista, eu, como é hábito comecei logo a stressar e o João, como é habito, disse-me aquelas palavras sábias que não reconfortam mas que convidam a fumar um cigarro em total descompressão que foram “não é por tu stressares que vamos apanhar ou não o avião, relaxa” e assim fiz com a ajuda do meu cigarrito que fumei com gosto e mesmo antes do apagar a fila já tinha terminado e estávamos outra vez a rolar em direcção a Heathrow.

Chegámos à sala de embarque, como sempre, à tangente onde nos esperavam esses grandes madrileños que nos acompanham nesta viagem e que tinham acordardo às 4:30 para apanhar um voo da Ibéria que os levasse até ao Boeing 747 da Malsyan Airlines que nos havia de voar até à Malásia. O avião completamente cheio saiu à hora marcada cumprimdo o lema duma companhia espanhola que pomposamente reclama que: “nuestro objetivo és la puntualidad”, não passando disso mesmo, um objectivo.

12 horas e meia é o que demora o transporte que atravessa toda a Europa, Medio Oriente, os Himalaias e depois o Oceánico Indico até chegar ao nosso primeiro destino. 1º impressão: boa. Saimos do avião, passamos os passaportes sem problemas e as malas lá estavam para me grande gáudio, essa, depois da parte de levantar voo, é para mim a experiência mais difícil de viajar de avião, mas lá vieram os meus pertences e quando vi a minha mala até dancei um pouco do Weague weague para a minha irmã. Uma hora de caminho até à cidade e lá ao fundo já se viam as famosas Petrona Towers, as Twin cá do sitio (nós também temos umas) lindas de morrer com a sua ponte a meio que fazem sempre recordar aquel filme do 007 que agora não me recordo o nome.

Chegados ao hotel de 4 estrelas recomendado pelo Surrenda, um amigo malaio do João, a recepção não augurava nada de bom, quando entrámos nos quartos as suspeitas mais negativas confirmaram-se: carpetes asquerosas, lençõis mal lavados, pó em tudo o quanto era sitio e não vos falo das manchas no somier e no sofá porque não quero entrar em detalhes sórdidos (ok desculpem já o fiz…). Eu a morrer de vontade de tomar um banho ainda comecei a desfazer a mala mas o João chamou-me à razão e, ligeiramente a espumar da boca gritou: “mas tu achas que vamos ficcar nesta espelunca!!! Esquece vamos embora, faz a mala!” E assim foi depois de eu ter tirado 4 coisas da mala e do Fábio quase ter tido um espasmo quando abriu a porta da casa de banho juntamos as nossas embambas e dirigimo-nos ao hotel que marcamos facilmente no booking.com, ao mesmo preço (40€ por noite) mas de 5 estrelas e com um nivel acima do Hotel anterior que se chama, para que conste, Dinasty. Estamos agora no The Legend Hotel onde chegamos por volta das 11:30. O João tomou uma banhoca e aterrou, eu fui com os outros dois viajantes para o lugar mais seguro onde se pode almoçar numa cidade à qual acabámos de chegar: o Mc Donalds. Depois de um duplo cheese burger e alguns noguets fomos ao centro comercial onde vimos e constatamos aquilo que já tinhamos visto no aeroporto à chegada: os gajos andam um bocado histéricos com a gripe e muita gente usa máscara, quais cirugiões prestes a operar, lá nadam eles todos contentes com as suas mascarilhas, já sabemos que a técnica para afastar qualquer pessoa indesejada: espirrar efusivamente três vezes sem pôr a mão à frente da boca.

Depois do Mc sestinha de 4 horas e depois disso Pato à Pequim no Mandarim Oriental e outras iguarias que fizeram o nosso dia. Depois do repasto fomos ao Sky Bar, um dos porque há vários, e subimos ao 33º andar para nos sentarmos numa mesa ao lado de uma piscina com vista para as Petronas todas iluminadas nos seus oitenta e tal andares, estámos em grande partilhei com a minha mãe por sms.

E assim foi o nosso primeiro dia de férias (como é bom dizer isto). Neste momento são 21 aí em Lisboa, por cá são 4 da manhã e o meu comprimido para dormir foi claramente insuficiente para a noite toda, as 15mg só me ajudaram a dormir uma sestinha de 4 horas e agora estou pronta para correr a maratona (nota-se não acham, depois destes 20 parágrafos podem imagina o sono que não tenho – maldito jet lag). Estou a fazer um estudo comigo própria para analisar se este jet orinetal é pior que o ocidental, acho que quando vou para os caribes ou para os states e é mais cedo e não mais tarde como aqui, é mais fácil adaptar-me mas este estudo so estará concluído após anos e anos de pesquisa que agora começam com esta que é a minha primeira viagem até ao Oriente.

Besos
Rita

6 comentários:

  1. Meus queridos!!

    Que bom que é saber que chegaram bem ao vosso primeiro destino e que num único dia de férias já existem tantas peripécias para contar.

    De Portugal, com alguma inveja saudável, desejo-vos umas óptimas férias e muitas fotos e notícias!!!

    Beijinhos,

    Andreia Afonso

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  2. A ver se dormes um bocadinho, senão isto passa de um blog para um livro em vários volumes. ;)

    Vou continuar atenta às vossas aventuras. Beijos e divirtam-se muito!

    Pipa

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  3. Se o 1º dia foi assim, imagino os proximos...
    Perde os comprimidos p dormir e aproveita a exaustão da viagem:)
    acompanharei bem de perto deste escritório sem janelas...mandem fotos
    beijos para todos e divirtam-se
    carola

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  4. Minhas queridas bom dia / noite
    Esta ideia de estar on-line é espectacular; só espero que tenham sempre um tempinho para partilhar as Vossas experiências maravilhosas com a familia e amigos.
    A foto da Vani está muito boa; continuem a enviar as fotos para depois elegermos o melhor fotógrafo.
    Quando tenham oportunidade de ir a outro tipo de restaurante, que não o chinês ou MD, ofreço uma/duas/três "Malvasias" ou outra qq "bolha grossa" para comemorar o início da viagem.
    bsos para a duas e abraços para os acompanhantes.
    PAPI

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  5. Carissimos,

    Maravilhoso! A nossa Ritinha já nos habituou a estas coisas de escrever sobre as suas aventuras (e que bem que escreve!), senti-me aí... mas só por breves momentos que isto de estar engravatado a ler estas coisas tem um nadinha de inveja! Quero saber todos os detalhes, não durmas muito para escreveres bastante! Acho que me vou juntar ao Papi na Bolha Grossa na falta de Petrona Towers por Lisboa...
    Vanna, estás no teu melhor! Aposto que tudo se deve ao Clycling e aos Matrecos que já fazem saudades, verdade? :)

    beijolas e abraçolas
    Pipola

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  6. Queridos primos e demais família companheira de viagem,
    Não sem uma ponta de inveja mas é sempre bom ler o que vos vai acontecendo. Continuação de boas férias!
    Beijos a todos.
    Ana

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