Caras amigas e amigos,
A experiência de escrever as aventuras das férias cativou-me, como muitos de vocês sabem, no ano passado durante a road trip que eu e o Mê João fizémos nos States. Foi maravilhoso partilhar, em Agosto de 2008, todas as aventuras que tivemos e poder saber as vossas opiniões, algumas invejosas, mas sempre escritas com muito carinho.
Pois bem, trata-se agora de uma viagem bem diferente, não estamos em nenhum dos países ocidentais nos quais tão confortavelmente nos movemos, falamos, comemos, pedimos indicações e apreciamos. Estamos no oriente e apesar de ser um oriente muito “civilizado” estamos definitivamente num mundo diferente àquele ao qual estamos habituados.
O João explicava-nos há pouco, a mim e aos outros dois aventureiros (a minha querida irmã e o meu estimado cunhado – a Vanessa e o Fábio) que por ter já estado por várias vezes em terras orinetais tinha reparado que eles – os locais - já seja na China ou no Nepal , não têm o mesmo tipo de racioncínio que nós e parece que não compreendem logo à primeira aquilo que lhes estamos a pedir. O facto atrás mencionado não faz deles menos inteligentes, são simplesmente diferentes.
Decidimos este ano vir para Bali, de caminho estamos em Kuala Lumpur, na Malásia, e este saltinho ao mundo oriental foi apenas mais uma oportunidade que surgiu, assim como todas as viagens que tenho feito ao longo dos últimos oito anos com o João, não têm sido mais do que oportunidades agarradas com unhas e dentes e excutadas com a maior das naturalidades e alegrias. Já que vamos a Londres, dissemos, ao casamento dos nossos queridos amigos Anna e João (que foi por sinal o maior sucesso) aproveitamos que a prima Malica está em Timor e lá vamos nós para aqueles lados passear durante 15 dias. Ainda pensámos juntar-nos à viagem da Ana Clara, Ricky, Edu e Marta, que foram explorar a Escócia mas pensando melhor…. E a praia? OK vamos para Bali, o voo faz escala em Kuala Lumpur, ficamos lá uns dias, e depois vamos para a meca do surf onde espero que o João não saia de maca…
A viagem começa em Newboury, no domingo, acordámos com alguma dificuldade já que o casamento do Jony fez com que só nos deitássemos às 2:30. Pequeno-almoço, malas, lavar os dentes e lá vamos nós num daqueles carros que têm o volante à direita e por isso se conduzem ao contrário. Tudo bem até depois de pormos gasolina, assim que saimos da bomba uma fila enorme, nas três fachas sem vim à vista, eu, como é hábito comecei logo a stressar e o João, como é habito, disse-me aquelas palavras sábias que não reconfortam mas que convidam a fumar um cigarro em total descompressão que foram “não é por tu stressares que vamos apanhar ou não o avião, relaxa” e assim fiz com a ajuda do meu cigarrito que fumei com gosto e mesmo antes do apagar a fila já tinha terminado e estávamos outra vez a rolar em direcção a Heathrow.
Chegámos à sala de embarque, como sempre, à tangente onde nos esperavam esses grandes madrileños que nos acompanham nesta viagem e que tinham acordardo às 4:30 para apanhar um voo da Ibéria que os levasse até ao Boeing 747 da Malsyan Airlines que nos havia de voar até à Malásia. O avião completamente cheio saiu à hora marcada cumprimdo o lema duma companhia espanhola que pomposamente reclama que: “nuestro objetivo és la puntualidad”, não passando disso mesmo, um objectivo.
12 horas e meia é o que demora o transporte que atravessa toda a Europa, Medio Oriente, os Himalaias e depois o Oceánico Indico até chegar ao nosso primeiro destino. 1º impressão: boa. Saimos do avião, passamos os passaportes sem problemas e as malas lá estavam para me grande gáudio, essa, depois da parte de levantar voo, é para mim a experiência mais difícil de viajar de avião, mas lá vieram os meus pertences e quando vi a minha mala até dancei um pouco do Weague weague para a minha irmã. Uma hora de caminho até à cidade e lá ao fundo já se viam as famosas Petrona Towers, as Twin cá do sitio (nós também temos umas) lindas de morrer com a sua ponte a meio que fazem sempre recordar aquel filme do 007 que agora não me recordo o nome.
Chegados ao hotel de 4 estrelas recomendado pelo Surrenda, um amigo malaio do João, a recepção não augurava nada de bom, quando entrámos nos quartos as suspeitas mais negativas confirmaram-se: carpetes asquerosas, lençõis mal lavados, pó em tudo o quanto era sitio e não vos falo das manchas no somier e no sofá porque não quero entrar em detalhes sórdidos (ok desculpem já o fiz…). Eu a morrer de vontade de tomar um banho ainda comecei a desfazer a mala mas o João chamou-me à razão e, ligeiramente a espumar da boca gritou: “mas tu achas que vamos ficcar nesta espelunca!!! Esquece vamos embora, faz a mala!” E assim foi depois de eu ter tirado 4 coisas da mala e do Fábio quase ter tido um espasmo quando abriu a porta da casa de banho juntamos as nossas embambas e dirigimo-nos ao hotel que marcamos facilmente no booking.com, ao mesmo preço (40€ por noite) mas de 5 estrelas e com um nivel acima do Hotel anterior que se chama, para que conste, Dinasty. Estamos agora no The Legend Hotel onde chegamos por volta das 11:30. O João tomou uma banhoca e aterrou, eu fui com os outros dois viajantes para o lugar mais seguro onde se pode almoçar numa cidade à qual acabámos de chegar: o Mc Donalds. Depois de um duplo cheese burger e alguns noguets fomos ao centro comercial onde vimos e constatamos aquilo que já tinhamos visto no aeroporto à chegada: os gajos andam um bocado histéricos com a gripe e muita gente usa máscara, quais cirugiões prestes a operar, lá nadam eles todos contentes com as suas mascarilhas, já sabemos que a técnica para afastar qualquer pessoa indesejada: espirrar efusivamente três vezes sem pôr a mão à frente da boca.
Depois do Mc sestinha de 4 horas e depois disso Pato à Pequim no Mandarim Oriental e outras iguarias que fizeram o nosso dia. Depois do repasto fomos ao Sky Bar, um dos porque há vários, e subimos ao 33º andar para nos sentarmos numa mesa ao lado de uma piscina com vista para as Petronas todas iluminadas nos seus oitenta e tal andares, estámos em grande partilhei com a minha mãe por sms.

E assim foi o nosso primeiro dia de férias (como é bom dizer isto). Neste momento são 21 aí em Lisboa, por cá são 4 da manhã e o meu comprimido para dormir foi claramente insuficiente para a noite toda, as 15mg só me ajudaram a dormir uma sestinha de 4 horas e agora estou pronta para correr a maratona (nota-se não acham, depois destes 20 parágrafos podem imagina o sono que não tenho – maldito jet lag). Estou a fazer um estudo comigo própria para analisar se este jet orinetal é pior que o ocidental, acho que quando vou para os caribes ou para os states e é mais cedo e não mais tarde como aqui, é mais fácil adaptar-me mas este estudo so estará concluído após anos e anos de pesquisa que agora começam com esta que é a minha primeira viagem até ao Oriente.
Besos
Rita